Antes de fazer empréstimo: 10 dicas para se organizar!

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Fazer um empréstimo exige muitos cuidados. Antes de contratar uma das opções disponíveis no mercado, é necessário fazer uma análise prévia. Fatores como a taxa de juros e o custo efetivo total são apenas alguns dos fatores que você deve considerar.

Nesse artigo, listamos todas as informações determinantes para contratar um empréstimo. Além disso, você também conhecerá as modalidades que existem na hora de pegar dinheiro emprestado com alguma empresa.

O que considerar antes de fazer empréstimo?

1. Faça um planejamento pessoal

Antes de qualquer coisa, é essencial que se planeje para pagar o empréstimo, sobretudo se já tiver dívidas em seu nome. Desse modo, você evita que essa nova dívida complique ainda mais a sua vida financeira.

Em uma oportunidade anterior, ensinamos como administrar o seu salário e como realizar um planejamento financeiro. Salve esses artigos no seu navegador para ler mais tarde!

2. Realize várias simulações

Quando o assunto é empréstimo, comparar opções é obrigatório. Não hesite em realizar simulações até encontrar as melhores condições. Esse processo levará algum tempo. O resultado, felizmente, é a economia que você terá na contratação.

3. Verifique a credibilidade da empresa

Na busca pelo melhor empréstimo disponível, é possível que você encontre opções muito atrativas. Tenha cuidado! Para evitar transtornos, conheça o banco ou instituição financeira por trás do CNPJ que oferece aquele crédito.

Alguns sites e aplicativos de empréstimo online prometem cobrar taxas mais baixas quando, na verdade, são tentativas de golpe. Verifique a reputação das empresas no consumidor.gov e no Reclame Aqui.

Outro ponto de atenção é quando o correspondente bancário pede um adiantamento em dinheiro para cobrir taxas ou impostos. Essa não é uma prática comum e pode indicar perigo.

4. Analise o custo efetivo total (CET)

Na hora de comparar empréstimos, é preciso olhar além da taxa de juros. Afinal de contas, ainda que seja importante, ela não representa o panorama completo. O que você deve buscar é o custo efetivo total.

Ele considera não apenas taxas, mas tarifas, encargos e outras cobranças. Se um empréstimo oferecer juros baixos, mas um custo efetivo total alto, você pagará caro de qualquer forma.

5. Veja as condições de renegociação e adiantamento de parcelas

No primeiro contato com as instituições, é importante averiguar as condições de renegociação e adiantamento de parcelas. Assim, você saberá em que terreno está pisando caso seja necessário alterar o acordo — seja estendendo as parcelas ou pagando mais rápido.

6. Calcule o valor da parcela

Uma vez que você tenha realizado o seu planejamento financeiro, você saberá quanto pode destinar àquele compromisso. Ainda que o objetivo final seja quitar o empréstimo, é essencial ter controle sobre finanças e não fazer mais dívidas.

7. Considere a data do pagamento

O mesmo vale para a data do pagamento da parcela. Antes de negociar com a empresa, você deve ter em mente os melhores dias do mês. É ideal que o empréstimo esteja entre os primeiros pagamentos — assim como as demais contas.

Assim, você evitará descontroles financeiros e pagará tudo em dia. Com o dinheiro restante, então, você pode viver o mês sem preocupações.

8. Atente-se ao prazo de pagamento

O prazo de pagamento é outro fator que deriva do seu planejamento financeiro. Para entender qual é o prazo ideal, conheça o seu perfil. Saiba quanto você ganha, as suas despesas fixas e quanto sobra. 

A partir disso, considerando uma parcela que caiba no seu bolso, você saberá quanto tempo levará para quitar o empréstimo.

9. Cheque o seu score de crédito

O score é um dos principais critérios utilizados pelas empresas para a liberação de crédito. Na prática, a sua pontuação pode ser determinante na hora de solicitar um empréstimo.

Se o seu score estiver baixo, você pode não conseguir o dinheiro ou obter condições desfavoráveis. Mas, não se preocupe: ensinamos como consultar e aumentar o score de crédito.

10. Envie os documentos corretamente

Pode parecer óbvio — e é mesmo. Para conseguir um empréstimo, é preciso estar com os documentos em dia. Inclua CPF, RG e comprovantes atualizados de renda e residência. No último caso, vale faturas de telefone, energia elétrica, água e outros.

O envio é feito pela internet (através da digitalização de documentos) ou diretamente nas agências bancárias. Cada instituição financeira tem um procedimento específico.

Quais tipos de empréstimos existem?

É importante, ainda, que você conheça os tipos de empréstimos que existem no mercado. Dessa forma, poderá escolher aquele que mais combina com o seu perfil — e, mais importante, com seu bolso.

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Fazer empréstimo não é uma tarefa simples, é preciso se atentar a muitos detalhes (Imagem: ijeab via Freepik)
  • Empréstimo pessoal

O empréstimo pessoal é oferecido para qualquer pessoa, inclusive negativados. Infelizmente, nem todas as instituições bancárias possuem essa modalidade. Aqui, a taxa de juros e condições podem mudar drasticamente.

  • Empréstimo consignado

Talvez o mais popular, o empréstimo consignado é voltado para pensionistas, servidores, aposentados e trabalhadores com carteira assinada. O seu maior atrativo são as taxas de juros baixas.

O motivo é simples: a parcela é descontada diretamente da folha de pagamento. Há outros pontos negativos. A parcela não pode ultrapassar 30% da renda comprovada e nem sempre é possível adiantar o pagamento.

  • Empréstimo com garantia de imóvel ou veículo

Essa é outra opção que oferece taxas baixas, além da possibilidade de contratar valores mais altos com prazos maiores. Em contrapartida, o seu risco é maior.

Como o nome sugere, para obter esse empréstimo, é preciso oferecer um imóvel ou veículo como garantia. Na prática, se não cumprir com o acordo, o consumidor pode perder o item.

  • Rotativo

O rotativo — temido por muitos brasileiros — é a modalidade “embutida” no cartão de crédito. Ele é ativado automaticamente quando o consumidor paga o valor parcial da fatura.

Como resultado, o seu limite fica comprometido e ele terá que quitar o valor total no mês seguinte. Claro, com requinte de taxas e juros. Caso não pague, será preciso fazer a renegociação da dívida.

  • Cheque especial

Outra modalidade de empréstimo muito conhecida — e também temida. Dessa vez, estamos falando de uma opção disponível na conta-corrente. É um limite pré-aprovado.

Em alguns casos, basta que o consumidor passe o cartão com a conta zerada que a opção é ativada. Assim como no rotativo, as taxas são muito altas.

  • Refinanciamento imobiliário

Essa modalidade consiste na entrega de um imóvel já quitado como garantia de pagamento. É semelhante ao empréstimo com garantia e possui juros mais baixos e prazos de pagamento maiores.

  • Antecipação do Imposto de Renda (IR) e 13º salário

Aqui, estamos falando em duas opções em que você pode adiantar um dinheiro que vai receber. Em geral, é disponibilizada somente para correntistas. Além disso, por ter uma espécie de garantia, as taxas de juros também costumam ser menores.

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Conselheiro de empresas, mentor, empreendedor e investidor serial apaixonado por scale-ups e venture capital. Palestrante em diversas iniciativas do ecossistema brasileiro de inovação e empreendedorismo.