Mudar os resultados financeiros começa com uma mudança na cabeça. E é aí que entra a mentalidade financeira: o segredo para transformar sua relação com o dinheiro de verdade. Não é mágica, é comportamento.
Pode parecer simples, mas muita gente trava logo no começo.
Uma pesquisa da fintech Onze mostra que 47% dos brasileiros não conseguem organizar o próprio orçamento. E sabe o mais curioso? 59% dizem que não sabem como fazer isso. Já 26% até tentaram… mas desistiram no caminho.
Isso mostra que o problema não é só a falta de dinheiro. É falta de clareza, de hábito, de método e, principalmente, de mentalidade.
Neste artigo, você vai entender o que é mentalidade financeira, como ela impacta suas decisões, quais crenças podem estar te sabotando e o que fazer para virar esse jogo.
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O que é mentalidade financeira?
Mentalidade financeira é o conjunto de crenças, hábitos e comportamentos que uma pessoa desenvolve ao longo da vida e que influenciam diretamente como ela lida com o dinheiro.
Sabe quando alguém diz que “não nasceu pra economizar”? Ou quando você se pega gastando sem pensar, mesmo sabendo que vai faltar depois? Pois é, isso tem tudo a ver com a sua mentalidade.
Ela se forma desde cedo, com base nas experiências que você teve, nas conversas que ouviu em casa, nas dificuldades que passou — ou não passou.
Para simplificar, é como um “filtro” que molda suas decisões financeiras.
Qual a diferença entre educação financeira e mudança de mentalidade?
Educação financeira é o conhecimento técnico sobre como o dinheiro funciona. Já a mudança de mentalidade envolve transformar a forma como você pensa e age em relação ao dinheiro no dia a dia.
Na prática, muita gente até sabe o que deveria fazer: gastar menos, guardar uma parte, não cair no rotativo. Mas saber não é fazer. E é aí que entra a mentalidade.
Enquanto a educação te ensina o caminho, a mentalidade é o que te faz levantar e seguir por ele.
Sem mudar crenças limitantes, sem revisar hábitos, sem entender por que você age como age, o conhecimento fica só na teoria. Então, pra ter resultados reais, os dois precisam andar juntos: cabeça e prática.
Leia mais: 15 livros sobre educação financeira que irão mudar a sua vida
Quais são as crenças limitantes que atrapalham a mentalidade financeira?
Crenças limitantes são ideias negativas e automáticas que impedem você de avançar financeiramente. São frases que até parecem inofensivas, mas sabotam suas decisões sem que você perceba. Algumas das mais comuns são:
- “Nunca sobra dinheiro, então nem adianta tentar”
- “Investir é só pra quem já tem muito dinheiro”
- “Dinheiro é sujo” ou “dinheiro é a raiz de todo mal”
- “Não nasci pra ser rico”
- “Quem tem dinheiro é arrogante”
- “Não sei lidar com números, então nunca vou conseguir”
- “Se eu ganhar mais, vou perder qualidade de vida”
- “Melhor gastar tudo agora do que guardar e perder depois”
- “Ter dívidas é normal, todo mundo tem”
Como posso mudar minha mentalidade financeira?


Você pode mudar sua mentalidade financeira com autoconhecimento, revisão de crenças antigas e prática de novos hábitos. É um processo que começa de dentro pra fora e qualquer um pode dar o primeiro passo.
Não precisa esperar uma “virada de chave” mágica. A mudança acontece no dia a dia, com pequenas atitudes. A seguir, separei algumas estratégias que funcionam de verdade para transformar sua relação com o dinheiro.
1. Questione suas crenças sobre dinheiro
Sabe aquelas frases que você repete sem pensar? Tipo “não dou conta de guardar nada” ou “dinheiro só traz problema”? Pois é. Elas podem estar te travando.
Comece a observar o que você acredita sobre dinheiro e pergunte: isso é um fato ou só uma ideia antiga que nunca questionei? Muitas vezes, só de trazer essas crenças pra consciência, você já começa a perceber onde está se limitando.
2. Pratique o autoconhecimento financeiro
Antes de mudar, você precisa entender o que está fazendo hoje. Anote seus gastos, veja pra onde o dinheiro vai, identifique padrões. Tem gasto emocional aí no meio? Você gasta mais quando está estressado?
Autoconhecimento financeiro é isso: enxergar com clareza, sem culpa, só pra entender melhor como você funciona. A partir daí, você começa a agir com mais consciência.
Leia mais: Como parar de gastar por impulso e ter mais controle do seu dinheiro?
3. Troque o “não consigo” por “como posso?”
Muita gente trava antes mesmo de tentar. E não é por preguiça: é por falta de clareza ou excesso de cobrança.
Uma pesquisa da fintech Onze e divulgada pelo E-Investidor mostrou que 47% dos brasileiros não conseguem organizar o próprio orçamento. E sabe por quê? 59% dizem que simplesmente não sabem como fazer. Outros 26% já tentaram, mas desistiram no caminho.
Então, que tal mudar o jeito de pensar? Em vez de “não consigo juntar dinheiro”, pergunte: “como posso começar a guardar, mesmo que pouco?”. Essa virada no pensamento tira o foco do problema e abre espaço pra solução. E isso é mentalidade de crescimento.
4. Crie metas pequenas e comemore vitórias
Nada de começar querendo guardar metade do salário. Isso só gera frustração. Comece pequeno: guardar R$ 50 por semana, passar um mês sem parcelar nada, anotar os gastos por 5 dias.
Cada pequena vitória reforça que você consegue. E quando você percebe progresso, por menor que seja, sua cabeça começa a trabalhar a favor — e não contra.
Leia também: Afinal, como juntar dinheiro ganhando pouco? Confira!
Como desenvolver disciplina para lidar com o dinheiro?
A disciplina financeira se desenvolve com apoio de métodos organizados e ferramentas que ajudam a registrar, acompanhar e controlar os gastos com regularidade.
Não dá pra contar só com a força de vontade. Disciplina não nasce do nada; ela se constrói no dia a dia, com rotina e apoio. E organização é o primeiro passo.
Em entrevista ao E-Investidor, a economista do SPC Brasil Luiza Rodrigues foi direta: “É preocupante que um contingente tão expressivo da população não utilize um método sistemático para organizar as próprias contas”, diz.
Segundo ela, o problema não é qual ferramenta usar: é não ter método nenhum.
“Não importa a ferramenta, importa que o método seja organizado (…) O fundamental é sempre registrar tudo o que se ganha e se gasta e jamais confiar na memória, porque ela falha”, afirma Luiza.
E esse é justamente o ponto: confiar só na cabeça é pedir pra se perder. Com método, você enxerga pra onde o dinheiro tá indo, cria metas realistas e consegue manter o controle mesmo nos meses mais apertados. É assim que a disciplina vira hábito.
Aproveita e confere no vídeo o que um usuário do app Organizze tem a dizer sobre como a ferramenta ajuda na organização das finanças.
Como o app Organizze pode reforçar hábitos financeiros saudáveis?
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Com ele, você categoriza gastos, visualiza entradas e saídas com clareza e define metas personalizadas. Isso faz toda a diferença para sair do automático e tomar decisões mais conscientes.
Afinal, como vimos ao longo do texto, mudar a relação com o dinheiro começa pela clareza. E clareza exige organização.
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Conselheiro de empresas, mentor, empreendedor e investidor serial apaixonado por scale-ups e venture capital. Palestrante em diversas iniciativas do ecossistema brasileiro de inovação e empreendedorismo.