Melhores investimentos de renda fixa: onde investir seu dinheiro?

Mulher pesquisando melhores investimentos de renda fixa.

Os melhores investimentos de renda fixa não são sempre os mesmos para todo mundo. A escolha certa depende de fatores como liquidez, prazo e o objetivo por trás daquele dinheiro guardado.

Quem está começando a investir costuma buscar uma resposta única, mas essa não existe. Uma reserva de emergência pede um tipo de aplicação, enquanto um objetivo de cinco anos pede outro completamente diferente.

A seguir, veja como comparar as principais opções do mercado e entender qual delas realmente combina com a sua situação.

O que considerar antes de escolher um investimento de renda fixa?

Rentabilidade não deveria ser o único critério na hora de escolher onde investir. Liquidez, prazo, tributação e segurança pesam tanto quanto o percentual de retorno anunciado.

  • Liquidez. É a facilidade de resgatar o dinheiro quando for preciso, podendo ser diária ou só no vencimento.
  • Prazo. É o tempo que o investimento pede para render o combinado, seja um vencimento fixo ou uma carência mínima.
  • Segurança. Depende de quem garante aquele investimento, se é o governo federal, o FGC, ou nenhum dos dois.
  • Tributação. A maioria dos investimentos de renda fixa segue uma tabela regressiva de Imposto de Renda, que cai de 22,5% em aplicações de até 180 dias para 15% acima de 720 dias, incidindo só sobre o rendimento.

Também vale conhecer os três tipos de rentabilidade da renda fixa antes de comparar os produtos.

  • Prefixada. A taxa já vem definida no momento da aplicação.
  • Pós-fixada. Acompanha um indicador, geralmente o CDI ou a Selic.
  • Híbrida. Combina uma taxa fixa com a variação da inflação, o IPCA.

Quais são os melhores investimentos de renda fixa?

Cada produto de renda fixa atende melhor a um tipo de situação. Conhecer as diferenças entre eles é o primeiro passo para escolher bem.

Tesouro Selic e CDBs com liquidez diária

O Tesouro Selic é um título público que acompanha a variação da taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano. Tem liquidez diária, resgate em até um dia útil, e é considerado o investimento mais seguro do país, já que conta com a garantia do próprio Tesouro Nacional.

O CDB com liquidez diária funciona de forma parecida. O investidor empresta dinheiro ao banco e recebe de volta com juros, geralmente atrelados ao CDI. Muitos CDBs desse tipo pagam cerca de 100% do CDI e contam com a proteção do FGC, que cobre até R$250 mil por CPF em cada instituição.

Essas duas opções costumam ser as mais indicadas para reserva de emergência e para objetivos de curto prazo, exatamente por poderem ser resgatadas a qualquer momento sem grandes perdas.

LCIs, LCAs e Tesouro IPCA+

LCIs e LCAs são isentas de Imposto de Renda para pessoa física, o que já as coloca em vantagem sobre o CDB em prazos mais curtos. A carência mínima para ter liquidez diária costuma ser de 6 meses, quando não estão atreladas à inflação.

Também contam com a proteção do FGC e geralmente rendem um percentual do CDI. A isenção de IR faz diferença especialmente para quem vai deixar o dinheiro parado por mais tempo.

Já o Tesouro IPCA+ combina uma taxa fixa com a variação da inflação, protegendo o poder de compra ao longo dos anos. É mais indicado para objetivos de médio e longo prazo, já que pode sofrer oscilação de preço se vendido antes do vencimento. 

No cenário atual, com os juros reais em patamar historicamente alto, esse título de prazos mais longos tem chamado a atenção de analistas do mercado, justamente pela combinação de taxa elevada com proteção contra a inflação.

Comparação rápida:

InvestimentoRentabilidadeLiquidezImposto de RendaProteção
Tesouro SelicAcompanha a SelicDiária (D+1)Tabela regressivaTesouro Nacional
CDB liquidez diária% do CDIDiária (D+1)Tabela regressivaFGC até R$ 250 mil
LCI / LCA% do CDIA partir de 6 mesesIsento para PFFGC até R$ 250 mil
Tesouro IPCA+IPCA + taxa fixaNo vencimentoTabela regressivaTesouro Nacional

Qual investimento de renda fixa combina com cada objetivo?

Para uma reserva de emergência, que pode precisar ser usada a qualquer momento, Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária fazem mais sentido, já que o dinheiro precisa estar disponível sem perdas.

Para um objetivo de médio prazo, como trocar de carro em dois anos, LCIs e LCAs costumam equilibrar bem isenção de IR com um prazo que já cabe na carência mínima desses títulos.

Já para planos de longo prazo, como aposentadoria ou comprar um imóvel daqui a alguns anos, o Tesouro IPCA+ tende a fazer mais sentido, pela proteção contra a inflação ao longo do tempo.

Erros comuns ao investir em renda fixa

Alguns erros se repetem entre quem está começando a investir, mesmo com boa intenção.

  • Escolher só pela maior rentabilidade. Um percentual alto de CDI pode vir acompanhado de um prazo longo demais para o seu objetivo.
  • Ignorar a liquidez. Investir dinheiro que pode precisar em poucos meses em um título sem liquidez diária pode forçar um resgate antecipado desfavorável.
  • Não considerar a inflação. Um rendimento nominal alto pode significar pouco ganho real se a inflação também estiver alta no período.
  • Deixar dinheiro parado na poupança sem comparar. A poupança rende menos que a maioria das opções de renda fixa listadas aqui, mesmo sendo isenta de IR.

Como a organização financeira ajuda você a investir melhor

Fluxo visual mostrando como a organização financeira ajuda a definir objetivos

Antes de escolher entre os melhores investimentos de renda fixa, é preciso saber quanto sobra do orçamento todo mês. No app Organizze, dá para acompanhar receitas e despesas em um só lugar e enxergar, com clareza, qual valor pode ser direcionado para investir sem comprometer o resto das contas.

Organizar esse planejamento também ajuda a definir objetivos com mais segurança, sabendo de antemão qual prazo faz sentido para cada meta e, consequentemente, qual tipo de investimento combina melhor com ela.

Conselheiro de empresas, mentor, empreendedor e investidor serial apaixonado por scale-ups e venture capital. Palestrante em diversas iniciativas do ecossistema brasileiro de inovação e empreendedorismo.

Conselheiro de empresas, mentor, empreendedor e investidor serial apaixonado por scale-ups e venture capital. Palestrante em diversas iniciativas do ecossistema brasileiro de inovação e empreendedorismo.